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SOBRE OBRAS E PALHAÇOS.

Escrito por Abdon Mar­inho

SOBRE OBRAS E PALHAÇOS.

Eu devia está con­tente pois o gov­erno recu­perou o tre­cho da MA 204 (entre o Val­paraiso e o Rio Paciên­cia), por onde passo todos os dias. Durante a reforma da via can­sei de dizer que a obra estava sendo mal exe­cu­tada, como ninguém ligou, tiveram que refazer a obra, quase que simul­tane­a­mente a reti­rada da placa que infor­mava sua real­iza­ção. É isso mesmo, a obra foi refeita antes da inauguração.

Igual­mente emblemático é o caso da MA 014, que liga Pin­heiro a Vitória do Mearim. Há dois anos pas­sei por lá e estava em reforma. Essa sem­ana soube que a reforma ainda prosseguia. Acon­tece que antes de ter­minarem a obra já está pre­cisando ser refor­mada por isso que a obra não acaba. Até parece o manto de Penélope.

Esses são ape­nas exem­p­los de como as obras estão sendo feitas no nosso estado. Trata-​se do maior des­perdí­cio de recur­sos públi­cos de todos os tem­pos. Obras sendo feitas ape­nas para a inau­gu­ração. Isso quando não faz vezes de inau­gu­ração as próprias ordens de serviço. Can­sei de dizer, que o gov­erno estava inau­gu­rando \«ordens de serviço\». Outro dia um cidadão me alcançou para dizer que diver­sas obras que dev­e­riam ser ini­ci­adas, con­forme o prometido, em abril, até hoje só colo­caram a placa, obra mesmo ninguém viu. Citava como exem­plo umas obras no bairro do COHATRAC/​COHABIANO, municí­pio de São José de Riba­mar. Até mostrou algu­mas fotos.

Na época aler­tava que o gov­erno não teria condições de exe­cu­tar todas as obras que estava anun­ciando pois fal­taria mão de obra e insumos. Sem con­tar a própria falta de corpo téc­nico para fazer o acom­pan­hamento destas obras.

O resul­tado é a série de obras ini­ci­adas que não serão con­cluí­das até o fim do ano e que pas­sarão a respon­s­abil­i­dade pela exe­cução e paga­mento para o próx­imo gov­er­nante, ou seja, ficarão par­al­isadas, sendo con­sum­i­das pelo tempo até que o novo gov­erno tome pé da situ­ação. Out­ras, não ini­ci­adas per­manecerão assim até que o novo gov­erno defina suas prioridades.

O primeiro prob­lema, como causa e efeito é a falta de plane­ja­mento. Como o estado se tornou um feudo, as coisas vão sendo feitas ao talante do gov­er­nante. Não há plane­ja­mento prévio e sem isso não há exe­cução decente.

Estivésse­mos num estado onde as coisas não acon­te­cessem ao acaso, se saberia tudo que o estado faria pelos próx­i­mos, dez, quinze ou vinte anos. Assim que dev­e­ria ser. Se plane­jar em dez para exe­cu­tar em um. Aqui não se perde tempo plane­jando é como con­se­quên­cia, não temos obras de qual­i­dade ou com cus­tos com­patíveis. Na maio­ria das vezes as obras se ini­ciam sem pro­je­tos de engen­haria detal­ha­dos, se sabendo tudo que vai se fazer e o custo de cada coisa. Pas­sando pelas obras de dupli­cação da Estrada da Raposa, no Araçagy, fico com a impressão que cada dia mudam um pouco o traçado, dão cur­vas, etc. Neste caso especí­fico talvez seja só impressão. Nos out­ros não.

O vício da falta ou de plane­ja­mento mal feito, con­t­a­minou o gov­erno fed­eral. Acho que todo mundo viu e ninguém se deu conta da gravi­dade das palavras do dire­tor do DENIT no Maran­hão. A matéria era sobre a dupli­cação da BR 135, tre­cho entre Estre­ito dos Mos­qui­tos e Bacabeira. Pois bem, o cidadão – que não lem­bro o nome e não faço questão –, disse, sem qual­quer con­strang­i­mento, que a obra teria uma ele­vação de cus­tos (vão pagar mais). Mas isso não é pior, ape­sar desta ele­vação de cus­tos os serviços vão diminuir. Aproveitou para infor­mar que o ele­vado que seria feito para o acesso a região do Munin e Lençóis, não mais exi­s­tirá. Esse ele­vado é impor­tan­tís­simo para obra pois per­mi­tirá que o tráfego na BR sen­tido capital/​interior não seja afe­tado com o tráfego de veícu­los com des­tino ao Munin/​Lençóis.

Pois é, ape­sar de não mais exi­s­tir o ele­vado as obras sofr­erão um acréscimo. O que é isso? Falta de plane­ja­mento, falta de fis­cal­iza­ção, falta de ver­gonha. E ninguém diz nada. Não vi ainda nen­huma das autori­dades do estado protes­tar con­tra a supressão do ele­vado do pro­jeto. Até parece que não dimen­sionam os prob­le­mas que sua falta oca­sion­ará. O fluxo de veícu­los é cada vez maior e vai se rivalizar con­tra o outro grande vol­ume de tráfego da via principal.

Como é que vão suprimir um ele­vado e a obra ainda sofr­erá um aumento? E vai ficando o dito pelo não dito como se os recur­sos dos con­tribuinte fosse capim ou flo­rescesse em árvores.

Aliás, a supressão do ele­vado é mais uma a com­pro­var que a balela da refi­naria ficou mesmo para o futuro dis­tante, muito dis­tante… Se se pen­sassem nela, se estivessem nos planos, jamais se dis­pen­saria o ele­vado de acesso.

O desac­erto do gov­erno fed­eral com relação a dupli­cação é, como se diz, \«café pequeno\» se com­parado a lam­bança do gov­erno com relação a própria refi­naria pre­mium do Maran­hão. Nunca tan­tas autori­dades da República se uni­ram para enga­nar um povo quanto na história da refi­naria que já con­sumiu quase dois bil­hões e não tem data de con­clusão certa ou mesmo se será con­cluída. A única coisa certa é que o din­heiro sumiu no ralo.

O que acon­te­ceu ali? Sim­ples, era mais uma obra sem pro­jeto, sem estudo prévio con­sis­tente. Num dia os donos do poder se reuni­ram e resolveram \«dá uma força\» para as cam­pan­has de pres­i­dente e do gov­erno e mon­taram o circo com dire­ito a inau­gu­ração de pedra fun­da­men­tal, dis­curso mega­lo­maníaco e tudo mais. Neste circo, o pal­haço foi o povo maran­hense, todo o povo que acred­i­tou num futuro mel­hor e não descon­fiou que estava em curso um este­lion­ato eleitoral.

Voltando a nossa sofrida real­i­dade de obras mal exe­cu­tadas – que se des­man­cham antes de pronta –, além da falta de plane­ja­mento está a falta de fis­cal­iza­ção. Não é crível que se os téc­ni­cos este­jam fis­cal­izando a exe­cução das obras elas se des­man­chem antes de inauguradas.

As notí­cias dão conta de outra coisa, que os téc­ni­cos do DER sumi­ram das obras ninguém mais faz o acom­pan­hamento geot­énico e geométrico ou seja não tem mais topó­grafos ou téc­ni­cos em lab­o­ratórios por parte do con­tratante. O corpo téc­nico se tornou fis­cal de obras prontas.

Será que esperam que o empre­it­eiros façam isso?

O resul­tado é o que vemos: Obras que não supor­tam dois inver­nos, as vezes nen­hum. Obras que não acabam nunca como a MA 014 e tan­tas out­ras, e obras que se des­man­cham antes de inau­gu­radas. Ao con­tribuinte, esse tolo que não se cansa de pagar impos­tos, sobra um título. O título de pal­haço ofi­cial do Brasil.

Abdon Mar­inho é advogado.

A ARTE DO SILÊNCIO.

Escrito por Abdon Mar­inho

A ARTE DO SILÊNCIO.

Meu pai era um homem rude, muito sim­ples, agricul­tor, reti­rante da grande seca que mal­tra­tou o Rio Grande do Norte em mea­dos do século pas­sado. Anal­fa­beto por parte de pai, mãe, parteira e viz­in­hança, era de pou­cas, porém, sábias palavras. Sobre o fato de falar pouco cos­tu­mava dizer:\» – meu \“fii\», quem \“num\» sabe falar é \“mior\» calar.\» Na minha primeira infân­cia, lá pelos 5, 6 anos de idade, essa expressão me con­fun­dia muito, isso porque, pelo nosso sítio, exis­tia um cachorro branco e magri­cento, um típico cão vira-​lata legí­timo da mel­hor cepa nordes­tina, como destes que apare­cem na obra de Gra­cil­iano Ramos, ali­men­tado com as nos­sas sobras de refeições e que se chamava Calar. Minha cabeça infan­til não dis­tin­guia se meu pai que­ria dizer que se não sabíamos falar era mel­hor ser o nosso cachorro.

Por esses dias tenho me lem­brado muito destas rem­i­nis­cên­cias. Parte destas lem­branças se devem ao fato dos anos chegarem e ter­mos nas lem­branças nos­sas maiores ale­grias. A outra parte se deve ao can­didato Lobão Filho.

Chega a ser ina­cred­itável que alguém que propõe a admin­is­trar o estado, um senador da República, um empresário de grande sucesso – como ele mesmo faz questão de frisar –, com duas pas­sagens pelos ban­cos de fac­ul­dades – con­forme con­sta na sua biografia –, se perca tanto nas palavras, não saiba o que dizer ou, pior que isso, diga coisas tão dis­paratadas. Logo ele, um homem de comunicação.

Cir­cula na inter­net uma par­tic­i­pação sua na sabatina pro­movida pela TV Guará. Logo que vi pen­sei tratar-​se de uma mon­tagem. Tão con­ven­cido disso estava que cheguei a per­gun­tar para um amigo que tra­balha na emis­sora se aquilo que via era ver­dade, ao que ele me respon­deu de forma peremp­tória que sim, foi aquilo mesmo, não se tratando de edição ou mon­tagem. Fiquei pasmo.

A per­gunta for­mu­lada pelo jor­nal­ista, de forma respeitosa e com­pen­e­trada, era abso­lu­ta­mente per­ti­nente, com­ple­ta­mente rela­cionada ao con­texto. Qual­quer um que se can­di­date a gov­er­nador, seja do Maran­hão seja de São Paulo tem o dever de saber respon­der como pre­tende resolver os prob­le­mas do estado que pre­tende diri­gir. É ele­men­tar isso. Infe­liz­mente, o prin­ci­pal prob­lema do nosso estado é o objeto da per­gunta do jor­nal­ista e que o can­didato, descon­heço a razão, saiu-​se com aquela con­strange­dora e descabida resposta.

Ora, ninguém é obri­gado a saber tudo. Todo ser humano, até por isso, pos­sui lim­i­tações. É com­preen­sível. Acon­tece que a per­gunta for­mu­lada é primária para qual­quer can­didato. Se se propõe a diri­gir um estado tão rico como é Maran­hão faz parte do roteiro que se tenha uma pro­posta con­sis­tente para redução das desigual­dades soci­ais, diminuição da pobreza crônica, mel­ho­ria dos indi­cadores edu­ca­cionais, soci­ais, etc. O can­didato, a menos que sua can­di­datura não seja para valer, dev­e­ria saber respon­der a per­gunta for­mu­lada e quais­quer out­ras no mesmo sen­tido. A outra e mais ter­rível hipótese é que o can­didato não pos­sua pro­posta nen­huma e que, na even­tu­al­i­dade de ser eleito, vai o usar os recur­sos públi­cos para con­cen­trar ainda mais a renda, tornar os que já são ricos, em mil­ionários, bil­ionários, e o povo cada vez mais pobre. Se é assim, as palavras do can­didato, quando diz que fazer algo pelo sua gente e pelo seu estado, são fal­sas como uma nota de três reais.

O can­didato – não bas­tasse todos os desac­er­tos do seu grupo, a enorme muralha erguida con­tra si pelo sen­ti­mento de mudança que toma conta da sociedade –, parece, ele próprio, con­spirar con­tra a cam­panha. Não é aceitável que um can­didato vá a uma sabatina sem preparo para respon­der questões óbvias, muito longe de alcançar o con­strang­i­mento e a saia-​justa que tem sido aos can­didatos à presidên­cia respon­der aos ques­tion­a­men­tos feitos no JN.

A fora a primeira impressão de que se tratava de uma mon­tagem per­pe­trada pelos adver­sários, ficamos com a sen­sação que o can­didato, difer­ente do que alardeia, não pos­sui um plano con­sis­tente para desen­volver o Maran­hão. Não tenha uma ideia clara a debater com a sociedade. Isso torna a cam­panha empo­bre­cida, sem o debate de ideias. Sobram as baixarias e o jogo rasteiro.

Alguns \«jor­nal­is­tas\», com todas as aspas que o caso requer, saíram elo­giando a per­for­mance do can­didato, sua argu­men­tação, sua verve irônica. Uma pena que pensem assim. Uma per­gunta séria não com­porta gracejo ou iro­nia. Não esta­mos brin­cando e não se admite que brin­quem com os eleitores. Quer­e­mos respostas sérias e palpáveis, o que não temos visto.

Na minha opinião, anal­isando o ret­ro­specto das palavras do can­didato, acho que não sabia o que dizer, que não pos­suía ou pos­sui uma pro­posta con­sis­tente, que não pos­sui condições de enfrentar um debate com os demais opo­nentes. Corre o sério risco de sair da cam­panha muito menor que entrou a cada palavra que diz. Talvez devesse seguir o ensi­na­mento do meu velho pai: \«Se não sabes falar, mel­hor calar.\»

Muitas das vezes – dizem os mais sábios –, o silên­cio faz o poeta.

Abdon Mar­inho é advogado.

PUTAS E PADEIROS.

Escrito por Abdon Mar­inho

PUTAS E PADEIROS.

Os últi­mos dias foram toma­dos por mais uma daque­las fal­sas polêmi­cas que, acho, só acon­te­cem no Maran­hão. Um dos nos­sos can­didatos declarou que só pega no batente as 9 horas da manhã. Não teria nada demais, caso o can­didato não tivesse dito que para ele isso era muito \«cedo\», quando sabe­mos que a maio­ria dos tra­bal­hadores do Brasil já estão no batente, muitas das vezes 2, 3 horas antes”, ou saíram de casa para pegar a serviço desde às 5, 6, 7 horas. Mas isso não vem ao caso, no momento.

Sem­pre cul­tivei o hábito – não sei se por neces­si­dade – de acor­dar cedo. Quando cri­ança, fiz o primário pela manhã, muito antes do U. I Castelo Branco, em Gonçalves Dias, abrir já estava na Praça Miguel Bahury esperando. O giná­sio feito no mesmo colé­gio a noite, agora chamado Colé­gio Ban­deirante, não me impediu de con­tin­uar acor­dando cedo pois tomava de conta de uma qui­tanda do meu pai. Acor­dava cedo ia para o comér­cio e só encer­rava o expe­di­ente, por volta das 5, 6 horas, já para seguir para o colé­gio de onde voltava por volta 10:30 ou 11 horas

Quando cur­sei o segundo grau no Liceu Maran­hense, a tarde, man­tive a rotina de acor­dar cedo pois lev­ava os sobrin­hos para o colégio.

A fac­ul­dade foi feita no período simultâ­neo ao tra­balho na Assem­bleia Leg­isla­tiva, como asses­sor do Dep­utado Juarez Medeiros, estu­dava a noite e tra­bal­hava o dia inteiro. O expe­di­ente na época começava um pouco mais cedo pois Juarez apre­sen­tava um pro­grama na Rádio Edu­cadora e já as 7:00 horas da manhã fazíamos a primeira reunião do dia quando ele retor­nava da emissora.

O hábito é man­tido até hoje. Quase todos os dias chego ao escritório antes das 7 horas e quase nunca depois deste horário. Por conta disso não enfrento os abor­rec­i­men­tos diários com trân­sito que tanto per­turba os demais cidadãos nesta cidade.

O silên­cio da manhã me faz muito bem. Aproveito essa tran­quil­i­dade para escr­ever, pen­sar ou con­tem­plar a graça e a arte da vida. Morando em sítio os ami­gos cos­tu­mam dizer que acordo com os pás­saros. Corrijo-​os, acordo na ver­dade antes deles. Uma meia hora depois é que eles (os pás­saros) começam o seu canto.

Como acordo muito cedo, cos­tumo dormir tam­bém cedo. Esse hábito, as vezes, é motivo de dis­cussão com muitos ami­gos que tro­cam o dia pela noite. Quan­tas vezes não ligo para algum no meio da manhã e ouço per­gun­tar o que quero aquela hora da madru­gada? São inúmeros os tro­cam o dia pela noite. Acham-​se mais pro­du­tivos no silên­cio da madru­gada, quando podem ler, estu­dar, tra­bal­har, produzir…

Um dos mais famosos por isso – e talvez, por isso, dos mais pro­du­tivos –, foi o jor­nal­ista Wal­ter Rodrigues.

Como lia o jor­nal loco cedo, prin­ci­pal­mente nos fins de sem­ana, cos­tu­mava ligar para ele por volta das 8 ou 9 horas, para comen­tar as notí­cias do dia, muitas das vezes uma denún­cia veic­u­lada num dos seus pri­morosos tex­tos. A secretária aten­dia e, invari­avel­mente, dizia: – Dr. Abdon, o seu Wal­ter ainda está dor­mindo. Quando acor­dava e retor­nava a lig­ação, ou eu voltava a ligar, recla­mava: – Pô, Wal­ter, 9 horas e você ainda dor­mindo? Ele retru­cava: – Abdon, só fui dormir as 4 horas da manhã. Dizia: – Essa hora já estava quase lev­an­tando. Ele fechava o assunto: – Abdon, você dorme e acorda em horário de padeiro, eu durmo e acordo em horário de puta, quando padeiro está lev­an­tando para começar o expe­di­ente, a puta está encer­rando o seu. Eu não posso ir dormir em horário de puta e acor­dar em horário de padeiro.

A falsa polêmica destes dias, me lem­brou essas pas­sagens deli­ciosas da minha vida e a con­vivên­cia com os ami­gos. Lembrou-​me mais ainda, por conta de uma nota irônica, o can­didato que disse começar o expe­di­ente “cedo”, as 9 horas, se orgulha de dizer que o sucesso da sua vidas empre­sar­ial teve ini­cio com sua ativi­dade de… PADEIRO. Wal­ter deve dá sono­ras gar­gal­hadas com essa.

Abdon Mar­inho é advogado.